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Maria Maia entrevista Sophia de Mello

De poeta para poeta:

Maria Maia entrevista Sophia de Mello Breyner Andresen
(em Jornal de Poesia)

Lisboa, 10 de Maio de 2000


Maria: Quando estive aqui com o Fernando Mendes Vianna há dois anos,
a sra falou um pequeno trecho da Odisseia em grego. Falou de memória

Sophia: Falei em grego? Eu não sei grego, só uns versos.

Maria: Falou alguns versos... a senhora é muito marcada pela visão do
mundo grego?

Sophia: Sim, sim, evidentemente.

Maria: Como assim?

Sophia: É natural, não é? É muito parecido. Como na Grécia tem a
mesma cor, se come azeitona, figo, azeite. É como a Itália, não?
Sabe, nós não sabemos ao certo como nos marcam as coisas que
verdadeiramente nos marcaram. É como um amigo que perguntou: como
fazer verso?

Maria: Não se explica.

Sophia: Eu pelo menos não explico. Só as pessoas que fazem maus
versos podem explicar. O que marcou e o que fez verso.

Maria: Quando a senhora começou a escrever?

Sophia: Quando comecei escrever eu não sabia escrever. Eu tinha uma
pena enorme (rindo ). Eu pedi a minha mãe papel e caneta. Escrevia
uma grafia que eu tinha imaginado, imagine você...Uns desenhos de
umas letras inventadas por mim. Eu contava em voz alta.

Maria: Muito criança ainda, antes de ser alfabetizada?

Sophia: É. Foi. E depois aprendi a ler e a escrever. Comecei a
escrever cedo, sim. 14 anos, 12 anos. Primeiro mal, depois melhor,
não é?

Maria: E publicou com uns vinte e poucos anos.

Sophia: 23 ou 24, já não lembro mais. Primeiro livro, sim. (pausa.
Retoma decidida). Não, publiquei antes. Em revistas e coisas assim.
Depois publiquei um livro. Creio que aos 24 anos.

Maria: Isso em 44. O livro Poesias, não é?

Sophia: Poesia. No singular.

Maria: Poesia. É. Depois então em 64 ganhou um prémio importante aqui
em Portugal.

Sophia: Um prémio importante? Sim, foi no ano passado.

Maria: O prémio Camões, no ano passado. Mas em 1964 um livro de
poesia da senhora já tinha sido premiado.

Sophia: Sim.

Maria: E sua relação com a poesia brasileira, conheceu poetas
brasileiros?

Sophia: Bem, eu acho que tive uma relação muito profunda com o João
Cabral e com as coisas que ele procurava ( pausa ). Eu não pensava
muito nisso. Nuca tive muita teoria. Fui sempre uma pessoa muito
antiteórica. Mas encontrei muita coisa. Quando encontrei João Cabral
ele disse-me assim: eu tenho muita admiração por si...que é que ele
disse? ( pausa) como é que foi que ele disse? (procurando na
memória) ...porque você é uma poeta que usa muito substantivo
concreto.( ri ). Eu pensei: é? Mas é verdade, não é? Nos encontramos
em Sevilha. Nós fomos com uns amigos brasileiros que iam lá
convidados pelo João, para a casa dele. E o João disse: por que vocês
não vêm e ficam no hotel? E fomos e ficamos num hotel lindo que o
João descobriu. Era lindo, era um antigo palácio de uma família
sevilhana. Já não existe, sabe? ( dando um trago no cigarro). Já
destruíram ( jogando as cinzas no cinzeiro). O turismo é uma desgraça
em toda parte do mundo, não é?

Maria: Vai acabando tudo, nivelando, pasteurizando... O encontro com
João Cabral foi quando ele era cônsul em Barcelona, não? E a partir
daí a senhora entrou em contanto com a poesia brasileira?

Sophia: Não. Eu já tinha lido o Manuel Bandeira. Já tinha lido vários
poetas brasileiros. É que nesse tempo havia uma relação muito mais
próxima, sabe? Porque o mundo não estava tão confuso como agora. Sai
tanto livro. Sai tanta confusão. Agora um poeta se projecta, fala-se
de sua obra, não é porque escreveu livros bons. É porque tem uma boa
pessoa encarregada de sua propaganda.

Maria: De preparação na mídia, nos jornais. É verdade.

Sophia: Naquele tempo não. Vinha um amigo que dizia assim: - "Li
ontem um poeta brasileiro extraordinário". Ele não tinha nada a ver
com propaganda alguma. Mas a gente, se queria, lia o livro.

Maria: E a senhora considera importante esta relação entre a poesia
portuguesa e brasileira?

Sophia: Bem, eu considero importante a relação entre toda a poesia. A
portuguesa com a brasileira é importante, como é importante a relação
com a poesia africana. A poesia moçambicana é óptima, não é? Porque
são países que falam português. Quer dizer, tem uma experiência de
linguagem falada, de uma língua só.

Maria: E agora, ultimamente a senhora fez O Búzio de Cós, o último
livro publicado foi O Búzio de Cós. E continua escrevendo?

Sophia: Sim, continuo.

Maria: E o sentido do trágico? A sua poesia é trágica, no sentido
grego... A senhora se considera da mesma tradição de Fernando Pessoa?

Sophia: Não acho muito parecido com a tradição do Pessoa não. ( pausa
longa ) O pessoa é um homem que para escrever renunciou a viver. Isso
não se parece comigo nem com o João Cabral, não é?

Maria: A sua é uma poesia de quem vive, não é?

Sophia: Sim. É uma poesia de quem vive.

Maria: A senhora tem um artigo, um ensaio, sobre a Cecília Meirelles.

Sophia: Tenho. Foi o primeiro artigo que fiz na minha vida, não é
mesmo? Porque eu não gostava nada de artigos. Mesmo hoje em dia não
gosto nada. Mas naquela época eu gostava menos, sabe?

Maria: E por que escreveu sobre a Cecília?

Sophia: Porque havia uma homenagem à Cecília e me convidaram para ir.
Então eu fiz o artigo. Correu bem. Houve muita palma na minha
intervenção. Mas a Cecília não foi, você sabe? Então aconteceu uma
coisa, uma história engraçada. Ela não foi porque tinha uma amiga -
agora se pode dizer porque a Cecília já morreu e a amiga também. E a
amiga dela era uma mulher feia, fazia muita intriga. E disse à
Cecília que éramos comunistas. A Cecília teve medo. Tratou a sério e
não veio. Eu fui e também li os poemas dela. Depois ela ficou um
bocado escandalizada, não é? Então a Cecília no Natal mandou uma
grande caixa com frutos de natal, sabe? Frutas secas, nozes, essas
coisas de natal. Você sabe que todos os natais eu ponho na árvore de
natal ainda hoje? Mas eu nunca agradeci à Cecília.

Maria: Foi um equívoco que aconteceu entre vocês. Lamentável.

Sophia: (Levantando-se para pegar o segundo cigarro). Foi pateta. Mas
é melhor perdoar, não? ( longo silêncio. Sophia levanta-se, pega a
carteira de cigarros na mesa em frente ao sofá e leva para o seu
escritório, contíguo à sala onde estamos sentadas). Vou guardar para
não fumar mais. Fumo muito pouco. Eu tenho muito pouco cigarro. É uma
coisa terrível, porque não se vendem cá estes cigarros. Então quando
vem um amigo, me traz.

Maria: Ah! Não se vendem aqui em Portugal?

Sophia: É. E também tenho que fumar pouco, não é? Então meus amigos
dizem-me assim: - "Eu mando pouco para você fumar pouco." [Espero.
Depois de instantes, Sophia retorna com um cigarro, que mantém
apagado.]

Maria: A fonte de sua poesia é Portugal, o mundo ou é interior?

Sophia: Daí eu não sei a diferença entre interior e exterior. Eu vejo
com os olhos, ouço com os ouvidos, como com os dentes, sinto com o
nariz. Quanto a minha poesia, é Portugal, é interior e é exterior.
Tenho uma parte intelectual, evidentemente. Tem uma parte de cultura,
tem uma parte intelectual. Mas tem uma parte vivida, não é?

Maria: E a senhora teria uma definição para a atitude poética?
Sophia: Não, não é possível.

Maria: É fazer.

Sophia: É.

Maria: E suas fontes, referências dentro da poesia, da tradição
poética?

Sophia: ( partindo o cigarro ao meio e me oferecendo metade ) Quer?

Maria: Não.

Sophia: Eu parto aqui ( dividindo um cigarro entre 2/3 e 1/3 ) É que
até aqui não se fuma ( apontando a parte do cigarro que, por incluir
o filtro, focou maior). Esta parte não se fuma, não é? Se eu partir
aqui ( aponta o meio do cigarro ) não fica nada ( risos ).

Maria: Eu parei de fumar. Mas de vez em quando fumo um pouquinho.

Sophia (acendendo o meu cigarro e o dela) Estou muito mesquinha hoje.
Estou um bocado cansada.

Maria: Quer parar?

Sophia: Não. Daqui mais um quarto de hora.

Maria: Então a senhora estava falando das referências. Eu perguntei
sobre as referências poéticas da senhora.

Sophia: ( pausa, Sophia dá uma longa tragada) Pois, o que é que você
chama de referências poéticas, ter lido Homero? Ter lido João Cabral?

Maria: Sim

Sophia: Eu acho que é muito mal um poeta que só lê o que escreve. Mas
há muito poeta assim hoje em dia, não é? Por isso é que a literatura
moderna está tão confusa...O texto mais bonito do Saramago é um
artigo não muito longo que ele publicou quando teve o prémio. Ele
fala da sua relação com o avô quando era pequeno. É muito bonito. É o
texto mais nostálgico e mais poético que o Saramago escreveu. É um
texto que ele fala da sua própria vida. Ele fala o que os livros não
falam ou se falam, falam de uma outra maneira.

Maria: Actualmente em Portugal se faz muita poesia boa?

Sophia: Há poetas bons, sim. António Ramos Rosa é muito bom, e outros
bons poetas.

Maria: A senhora considera a língua portuguesa uma língua boa para se
tratar de poesia?

Sophia: Eu penso que sim. Porque é uma língua que tem uma grande
dificuldade em dizer tudo. Falar com tudo, não é. Não é uma língua
estereotipada como é um pouco o francês e o inglês. No inglês há
muita coisa compacta. O inglês é muito rico, mas tem que ser num
único sentido. Em inglês deve-se começar o verso pela primeira
pessoa. Eu sei porque tenho colaborado com escritores que me
traduziram. Faz muita diferença. A única língua na qual se pode
traduzir bem o poeta português é o italiano. Porque é a mesma
organização da frase, não é?

Maria: Interessante esta relação da língua portuguesa com outras.
Porque também me parece que a língua portuguesa tem possibilidades
extraordinárias.

Sophia: Sim, porque tem uma capacidade de dizer, de formar novas
palavras.

Maria: Um pouco como o alemão, talvez?
Sophia: É.

Maria: O que é ser poeta hoje? Porque o mundo está tão confuso, tão
fragmentário...tem lugar para o poeta hoje?

Sophia: Eu penso que tem, se ele arranja. Evidentemente que é
importante que elas encontrem o eco da sua voz. (Toca o telefone,
Sophia atende, era engano)

Maria: Este livro aqui foi encontrado entre os escritos de Fernando
Pessoa, O que o turista deve ver em Lisboa . Foi encontrado há uns
dez anos.

Sophia: Está escrito em que língua?

Maria: Ele foi escrito originalmente em inglês, mas esta edição é
bilingue.

Sophia: Ah! Muito bom, muito interessante.

Maria: Porque ele achava que o povo português precisava ser mais
respeitado dentro da Europa.

Sophia: Pois acontece uma coisa, sabe? Nós gostamos muito da Espanha,
da arte espanhola. E o espanhol tem feitos extraordinários. Mas o
espanhol é muito afirmativo, tem a mania de negar o outro. E eles têm
feito uma política muito antiportuguesa. E eles atrás dos portugueses
descobrindo a mesma coisa que os portugueses já tinham descoberto. E
é preciso lembrar que as caravelas portuguesas que iam para os
descobrimentos os espanhóis saqueavam na volta e mesmo na ida.

Maria: É também muito curioso que grande parte dos poetas
contemporâneos importantes sejam poetas de língua portuguesa, não é?
O Fernando Pessoa, a senhora, o Jorge de Sena...Mesmo poetas
brasileiros importantes como Jorge de Lima, João Cabral...

Sophia: Você vê como o João Cabral usa a língua portuguesa - ele usa
e quer usar - muito como Camões. Aqueles poemas conhecidos do Camões,
da Índia, são poemas que brincam muito com a palavra. É muito
parecido com o João Cabral.

Maria: E o seu exercício poético é também brincar com as palavras?

Sophia: É, sim. Jogo. Há muita parte de jogo, sim. Eu acho que o
melhor momento da escrita do poema é quando as pessoas começam a
sentir as palavras moverem-se sozinhas, sabe? E a brincarem umas com
as outras. Andar a procura da rima, andar a procura do tempo, a
procura da consonância, não é?

Lisboa, 10 de Maio de 2000

Por envio rui mendes - 19 de Diciembre, 2005, 14:25, Categoría: entrevistas
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